Todo mundo sua a mão em algum momento de tensão. Mas existe um grupo de pessoas para quem isso é outra coisa: a mão pinga sentada, molha a folha ao escrever, escorrega no aperto de mão, estraga o celular, obriga a secar na calça antes de cumprimentar alguém. Se é o seu caso, você não sua "por nervosismo". Você tem uma condição com nome, causa conhecida e tratamento: hiperidrose palmar.
O suor normal e o suor que atrapalha
Suar é um mecanismo de refrigeração. Quando a temperatura do corpo sobe (calor, exercício, febre), as glândulas sudoríparas liberam água na pele e a evaporação resfria o organismo. Isso é fisiologia, e é o que acontece com a maioria das pessoas.
Na hiperidrose, o suor perde a relação com a temperatura. Ele aparece em uma sala com ar-condicionado, numa manhã fria, com a pessoa parada. E se concentra em regiões específicas: palmas das mãos, plantas dos pés, axilas e face — justamente as áreas com maior densidade de glândulas e maior controle emocional sobre elas.
Existe ainda uma característica que quase sempre confirma o diagnóstico: na hiperidrose primária, o suor some durante o sono. Quem sua as mãos a noite inteira, encharcando a cama, provavelmente tem outra coisa acontecendo — e isso está mais abaixo neste texto.