A pergunta chega quase sempre pelo WhatsApp, antes de qualquer consulta: "doutor, quanto custa?". É uma pergunta legítima — e a resposta honesta é que comparar o preço de uma aplicação de botox com o preço de uma cirurgia leva à conclusão errada. São contas de natureza diferente: uma se repete no calendário pelo resto da vida, a outra acontece uma vez. E, para quem tem plano de saúde, a conta muda completamente de lugar.
Duas contas com formatos diferentes
O erro mais comum é comparar um número contra o outro. O jeito certo é olhar o horizonte de tempo:
- Toxina botulínica: custo recorrente. Uma aplicação resolve o suor por 4 a 6 meses. Depois, o suor volta exatamente ao que era, e é preciso reaplicar, indefinidamente, enquanto você quiser continuar seco.
- Simpatectomia: custo concentrado. Acontece uma vez, com um resultado permanente na região tratada e sem manutenção prevista.
Para quem é jovem e tem hiperidrose, essa diferença de formato é o ponto central da decisão. O suor começou na adolescência e não vai embora sozinho: são duas a três aplicações por ano, todo ano, por décadas. A cirurgia acontece uma vez e encerra o assunto.
Quem procura tratamento mais tarde na vida, ou quer resolver bem um período específico, está diante de uma conta diferente — e aí o botox pode fazer mais sentido.