Se você chegou até aqui, provavelmente já viu seu filho secar a mão na roupa antes de cumprimentar alguém, esconder o caderno com a folha molhada ou fugir de um aperto de mão. E provavelmente também sente medo: de estar exagerando, de ser cedo, de uma cirurgia. Esse medo é legítimo, e este texto foi escrito pensando nele.
Primeiro: você não precisa decidir nada agora
Muitos pais chegam à consulta achando que vão sair com uma cirurgia marcada. Não é assim que funciona.
A primeira consulta serve para entender o que seu filho tem, quanto isso pesa na vida dele e quais são as opções, incluindo as que não são cirurgia. Em vários casos o caminho começa pelo tratamento clínico. Quando a decisão chega, ela é tomada com calma, por vocês e junto com ele.